Até o momento, 65 sobreviventes foram resgatados e conduzidos à Belém Subiu para 18 o número de mortes confirmadas no naufrágio de uma embarcação que saiu da ilha do Marajó em direção a Belém, na manhã de quinta-feira (08). Destes, 10 mulheres, 05 homens e 03 crianças. Sete corpos foram deslocados para o sepultamento no Marajó e quatro em Belém, os demais estão no IML para realização de exames necroscópicos. Até o momento, 65 sobreviventes foram resgatados e conduzidos à Belém. Nós seguimos as buscas pelos desaparecidos e estamos na estratégia de movimentar a embarcação, até porque ela não se encontra encostada no fundo do rio. Isso coloca em risco a operação de mergulho porque é uma operação muito técnica que depende de algumas características do local, então nessa movimentação provavelmente outros corpos poderão ser encontrados, portanto as buscas continuam até às 18h, podendo ser retomadas pela manhã e só iremos parar realmente quando todas as pessoas que estão desaparecidas forem encontradas e entregues a seus familiares. Nós estamos atuando com 12 mergulhadores no local, 6 embarcações, além da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, de forma integrada, para que possamos realmente desenvolver de forma rápida e eficiente nossas ações”, explicou o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar, Cel Bm Hayman Souza. As ações integradas e emergenciais para garantir apoio aos sobreviventes e familiares das vítimas do naufrágio seguem em andamento nas proximidades da Ilha de Cotijuba, em Belém. Estrutura Mais 40 agentes dos órgãos do sistema de segurança pública (Sieds), como Polícias Militar, Civil e Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Agentes dos Grupamentos Aéreo e Fluvial, além da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon), Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda (Seaster), Fundação Parapaz, Secretaria de Articulação e Cidadania (SEAC), Companhia de Portos e Hidrovias (CPH), Fundação Papa João Paulo II (FUNPAPA) estão atuando de forma integrada em toda a logística. As ações contam ainda com cerca de 80 militares da Marinha do Brasil embarcados no Navio Patrulha “Guanabara”, no Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Rio Xingu” e na Agência Escola Flutuante “Mutirum”. Equipes de mergulhadores e uma aeronave UH-15 “Super Cougar”, também da Marinha, auxiliam nas operações de busca e salvamento. Também estão empregadas nove embarcações dos órgãos de segurança e uma aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública, que estão atuando nas buscas. Traslado No final da manhã desta sexta-feira (9), um Ferry Boat foi disponibilizado pelo Governo do Estado para realizar o traslado dos corpos, sobreviventes e familiares da capital ao Marajó, garantindo toda a assistência necessária nesse momento. Investigação As investigações continuam sendo realizadas pela Polícia Civil que instaurou um inquérito policial para investigar o naufrágio, por meio da Delegacia Especializada Fluvial (DPFlu), com a oitiva de testemunhas e levantamento de maiores informações sobre o ocorrido. A PC também poderá solicitar medidas cautelares ao Poder Judiciário em relação aos responsáveis pela embarcação. Paralelo a essa investigação, a Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) instaurou um inquérito para apuração dentro das suas atribuições e convocará os responsáveis pela empresa para apuração e esclarecimentos. Ressaltando ainda que, no dia 3 de agosto, a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (ARCON-PA), relatou a operação irregular da embarcação Clícia x Expresso, da mesma empresa da embarcação acidentada, a qual foi inspecionada e apreendida. Assistência Paralelo às buscas, o serviço de atendimento multidisciplinar segue sendo realizado na área do Grupamento Fluvial de Segurança Pública, com três carretas, da Secretaria Estadual de Saúde, Defensoria Pública do Estado e Fundação Parapaz e Seaster, os quais estão realizando atendimento com emissão de certidão de nascimento, carteira de identidade e acolhimento aos sobreviventes e familiares. Uma equipe de psicólogos e assistentes sociais estão prestando total apoio às famílias das vítimas, bem como aos sobreviventes do naufrágio. Serviço Os familiares de pessoas desaparecidas podem procurar o Grupamento Fluvial (Gflu), na Av. Arthur Bernardes, n° 1000 (Ao lado do CIIR), onde serão atendidos por uma equipe multidisciplinar para oferecimento de informações, serviços essenciais, assistência psicossocial ou qualquer outra necessidade urgente. Contatos podem ser feitos também pelo telefone com Defesa Civil do Estado do Pará, no número (91) 98899-6323. Fonte: O liberal