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Em homenagem a Cid Moreira, logo depois do ‘Jornal da Globo’ desta quinta-feira, o ‘Conversa com Bial’ exibe novamente a entrevista feita com o comunicador durante a pandemia. No Globoplay, está disponível para os assinantes o documentário “Boa Noite”, de 2020, dirigido por Clarice Saliby, que traz o dono de uma das vozes mais famosas do Brasil narrando a própria história, abrindo as portas de sua casa. O g1 criou uma página dedicada ao profissional chamada ‘A Voz – 20 vezes em que Cid Moreira narrou a nossa vida’. O especial relembra momentos históricos narrados por ele, destacando seu impacto na comunicação do país, além de uma série de conteúdos interativos, detalhando a sua vida e carreira. Outro destaque é um trilho de vídeos que relembra momentos icônicos, desde a primeira abertura do ‘Jornal Nacional’ com a sua presença, em 1969, passando pela participação emocionante na homenagem à Chapecoense, além de momentos de descontração, como a relação com “Jabulani”, famosa bola da Copa do Mundo de 2010 que ganhou notoriedade no país a partir da forma peculiar de o apresentador chamá-la. Nascido em 29 de setembro de 1927, Cid formou-se em Contabilidade, mas, por conta de sua voz grave, logo começou a fazer narração de comerciais e locução de noticiários. Quando estreou no ‘Jornal Nacional’, já tinha no currículo experiência em diversas emissoras de rádio e de televisão do país. Depois de passar pela Tupi, TV Globo, Excelsior e Continental, voltou à TV Globo em 1969 para substituir Luís Jatobá no ‘Jornal da Globo’, quando dividiu a bancada com Hilton Gomes. Em setembro do mesmo ano, apresentou a primeira edição do ‘Jornal Nacional’ e permaneceu na função até março de 1996. Em boa parte destes anos todos, esteve ao lado de Sergio Chapelin. A parceria marcou a história jornalismo brasileiro e foi relembrada em abril de 2015, quando os dois voltaram à bancada do ‘JN’ com os atuais apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos, por conta dos 50 anos da Globo. Naquele dia, apresentaram um bloco do telejornal e chamaram o último episódio da série dos “50 Anos de Jornalismo da Globo”, com os acontecimentos mais marcantes de 2005 a 2014.
Em 1996, com a reformulação do ‘JN’, Cid Moreira e Sergio Chapelin foram substituídos por William Bonner e Lilian Witte Fibe. Com isso, Cid passou a se dedicar exclusivamente à leitura de editoriais do ‘JN’. No mesmo ano, foi escalado para fazer as locuções de reportagens especiais para o ‘Fantástico’, programa do qual também participou desde a estreia, revezando com outros apresentadores. Por mais de dez anos, Cid apresentou simultaneamente os dois programas e mais tarde passou a gravar também os áudios das chamadas e de algumas matérias do ‘Fantástico’. Em 1999, narrou o quadro do ilusionista Mister M, um dos grandes sucessos daquele ano. Sua voz ficou de tal forma associada ao quadro que, quando o ilusionista esteve no Brasil, no ano seguinte, Cid Moreira o entrevistou com exclusividade para o programa. A dupla se reencontrou no ano passado para a gravação do terceiro episódio de um documentário especial sobre os 50 anos do ‘Show da Vida’, no que foi uma das últimas aparições públicas do apresentador na televisão.
Esposa de Cid Moreira, Fátima Sampaio, em foto familiar.
Fonte: O GLOBO.